E sou vascaíno. E como bom vascaíno, apaixonado pela História do clube. Primeiro time operário do brasil, com um estádio construído à muitas mãos, o Vasco não merece a mácula de ser associado com fascistas. Quando soube da intenção da atual diretoria de conseguir patrocínio junto à Havan, protestei no Twitter. Talvez tenha sido levado pela emoção e afirmei deixar de torcer pelo clube caso o acordo e uso do Vasco pelo fascista que comanda o conglomerado empresarial. Isso é coisa que jamais se realizaria pois, como o verdadeiramente apaixonado pelo futebol sabe, não depende de ações racionais torcer ou não torcer. Recebi um ataque, com ameaças, que parecia algo orquestrado. Uma enxurrada de perfis, muitos deles com atividade que parecia automatizada, passaram a xingar, criticar e ameaçar minha pessoa pelo simples fato de ter discordado da parceria. O episódio culminou com a tentativa de invasão de minha conta no Twitter por um ataque de força bruta para “quebrar” minhas credenciais. Percebi o ataque pois chegaram emails que revelavam a tentativa de mudança de senha sem que eu tivesse a solicitado. Isso mostra o caráter fascista dessa gente que se diz vascaína mas não liga para a grandiosa História do Clube. O bolsonarismo, que no fundo é a associação que se faz de tal parceria, passará e o Vasco permanecerá. Resta saber se por ação de uma diretoria equivocada e pela compactuação de torcedores tomados de ódio a sua História permanecerá grande. Para mim, movido por verdadeira paixão cruzmaltina, é importante que o Vasco que amo esteja livre da associação com o fascismo. Sua bela História não merece a mácula de ter o Clube associado a um patrocinador fascista e nem torcedores que agem como verdadeiras SS na tentativa de calar a divergência.

Publicado originalmente em 11/12/2019